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Punk | Oi! | Hardcore

15
Jul20

Até sempre, Zé!

por Flávio Gonçalves

Figura incontornável nas festas da minha terra natal, ei-lo que partiu para o Grande Pub Celestial... até sempre Zé! O Zé não era como nós, tinha um sorriso e um olhar alegre perpétuos, aparecia em todos os concertos fossem do que fosse, punk, heavy metal, banda filarmónica, orquestra, folk, o que fosse, por vezes com guitarra, tarola ou trompete... cresci habituado ao seu sorriso e ao seu dançar nas festas da minha aldeia e em redor de toda a ilha. Em 2012 os Bandarra dedicaram-lhe este tema e dois anos antes, em 2010, uma foto do Zé ilustrara o seu álbum homónimo de estreia. Partilho abaixo a nota que a banda publicou em memória da sua partida para o Grande Pub Celestial.

Olha por nós Zé

Em 1998 ou 99, estava eu a ensaiar com os Prozak (uma banda Faialense do milénio passado) numa sala de um velho edifício algures na cidade da Horta, quando vi uma cara sorridente acompanhada de bigode e boné, espreitar pela porta entreaberta. Depois entrou, sentou-se e ficou por ali. Sem se anunciar, sem boas tardes, sem porquês.

Essa imagem, como muito poucas, está-me gravada na memória.

A música chamava-o sempre (e andava tantas vezes com ele de mão dada sob a forma de uma tarola, ou guitarra, ou saxofone, ou trompete, ou...). E o resto, não interessava. E queria estar perto dela e tocá-la (viesse ela de onde viesse), coisas que fazia como ninguém, mesmo sem lhe saber o alfabeto.

Foi por isso que em 2010 os Bandarra o convidaram, depois de falar com a sua família aqui na Horta, para aparecer na capa do nosso primeiro album (foto do Alexandre Nobre da NAIFA). Foi por isso que subiu ao palco para se juntar a nós no concerto de apresentação desse mesmo album (e fomos todos tão felizes caramba). Foi com ele na cabeça que escrevi e compusemos o "Zé", que foi parar ao "Bicho do diabo". Foi porque, na música que nos unia e nos une, todos queriamos estar um bocadinho "fora de pé" como ele (lá diz a canção).

Zé, planeámos voltar, vê tu bem. Não vai ser em breve porque apareceu prai outro bicho do diabo, mas vai ser Zé. E tu vais lá estar connosco, é garantido. Gostamos de ti.

ps: traz a caixa, não te esqueças.

Abraço forte da malta

 

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publicado às 09:31

11
Mai20

Primeiro single dos Horda

por Flávio Gonçalves

Começo a perder a conta aos projectos musicais nos quais o Luís Rattus participa, mas até ver não ouvi nada que me desagradasse por completo (vá, talvez a sua incursão pelo black metal, talvez por já ter o ouvido desabituado daquela sonoridade). Mergulhando agora nos Horda, digamos que fui apanhado de surpresa uma vez que já estando o Rattus em vários projectos Oi! (Atlantes, Facção Opposta e Falcata, eu até arriscaria encaixar aqui os Supporting...) não me admirava nada ver surgir um projecto hardcore ou até ska por parte daquele baixo vegetariano, mas não: tomai lá mais Oi! e aqui chegamos ao primeiro single dos Horda. 

A verdade é que à primeira audição nem sabia bem o que achar, o som pareceu-me mais sujo e sub-produzido quando comparado com os seus restantes projectos, mas depois causou-me um efeito earworm que me levou a ouvir o tema uma dezena ou mais de vezes de enfiada, compulsivamente, e estou em pulgas para ouvir mais temas do que aí virá, mas para já ouçam este "LxSh" com o seu refrão singalong quanto baste: Os mesmos de sempre, os mesmos para sempre, os mesmos de sempre contra a corrente! O Rattus anda à espera que o entrevista há dois anos, citando o Nevoeiro de Fernando Pessoa, diria que É a Hora!, só não sei sobre que projecto musical...

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publicado às 10:44


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