Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Punk | Oi! | Hardcore

23
Mai20

Single dos Horda já esgotou!!!

por Flávio Gonçalves

Um post curto entre a leitura da Das Ruas Para As Ruas mais recente só para avisar que o primeiro 7" dos Horda esgotou logo nas primeiras três horas após o seu lançamento e que consegui, in extremis, comprar um exemplar por uma unha negra e por mero acaso quando falei com o Luís Rattus a pedir autorização para utilizar um riff dos Facção Opposta no genérico de um podcast que estou a preparar e perguntei quando saía... (não, o podcast não será sobre música, uma vez que o YouTube actual tem um sistema automático que rastreia a republicação de música e expulsa da sua plataforma quem publique músicas não sendo autor ou editor das mesmas, mesmo tendo autorização dos músicos ou editores).

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:51

11
Mai20

Primeiro single dos Horda

por Flávio Gonçalves

Começo a perder a conta aos projectos musicais nos quais o Luís Rattus participa, mas até ver não ouvi nada que me desagradasse por completo (vá, talvez a sua incursão pelo black metal, talvez por já ter o ouvido desabituado daquela sonoridade). Mergulhando agora nos Horda, digamos que fui apanhado de surpresa uma vez que já estando o Rattus em vários projectos Oi! (Atlantes, Facção Opposta e Falcata, eu até arriscaria encaixar aqui os Supporting...) não me admirava nada ver surgir um projecto hardcore ou até ska por parte daquele baixo vegetariano, mas não: tomai lá mais Oi! e aqui chegamos ao primeiro single dos Horda. 

A verdade é que à primeira audição nem sabia bem o que achar, o som pareceu-me mais sujo e sub-produzido quando comparado com os seus restantes projectos, mas depois causou-me um efeito earworm que me levou a ouvir o tema uma dezena ou mais de vezes de enfiada, compulsivamente, e estou em pulgas para ouvir mais temas do que aí virá, mas para já ouçam este "LxSh" com o seu refrão singalong quanto baste: Os mesmos de sempre, os mesmos para sempre, os mesmos de sempre contra a corrente! O Rattus anda à espera que o entrevista há dois anos, citando o Nevoeiro de Fernando Pessoa, diria que É a Hora!, só não sei sobre que projecto musical...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:44

07
Mai20

"Sente o Ódio" reeditado em vinil

por Flávio Gonçalves

Aquele que na minha opinião é o melhor disco de sempre dos Mata-Ratos vai ser reeditado em vinil já no próximo mês, refiro-me obviamente a Sente o Ódio, um dos opus mais agressivos, melódicos e intensos e também provavelmente o álbum que ouço mais frequentemente desta infame banda portuguesa. Como podem ver pela imagem a capa terá um novo visual e o disquinho será editado a duas mãos pelas Violent Youth Records e pela Voraus Records.

Recordo que esta será a terceira reedição em vinil dos Ratos, em 2018 a Discos de Merda já tinha reeditado neste honroso formato o incontornável Expulsos do Bar e a Hell Xis ainda em Março tinha alguns exemplares para venda. Em 2019 uma parceria entre Raging Planet e a Can I Say reeditou também a primeira demo de Mata-Ratos em vinil sob o título Mata-Ratos 86-88. Estes dois já constam da minha nova colecção de discos (a original vendi-a em 2015 para pagar a renda quando estava desempregado, paciência, é a vida) e este também para lá vai.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:15

06
Mai20

Tocante comunicado da Hell Xis

por Flávio Gonçalves

O comunicado tem já uma dezena de dias e pode ser lido na integra carregando aqui, mas achei por bem destacar e republicar aqui uma parte dele. Cá vai:

Sem se prejudicarem, tentem da melhor forma ajudar os músicos, bandas e editoras. Visitem os sites como o nosso em www.hellxis.com e comprem CD´s, discos, t shirts das bandas que gostam. Ao comprar neste circuito mais próximo das bandas, músicos e editoras estão a ajudar directamente quem faz acontecer as coisas na vossa área, em vez de comprar numa "amazon" ou algo do género em que poderás poupar 2 ou 3 euros mas na realidade o que chega de apoio é residual. Isto é realmente muito importante. Há quem tenha a musica como segundo trabalho, mas há uma série de músicos, promotores, salas de concertos, bares, stage hands, técnicos de som e luz e pessoal das mais diversas áreas que estão completamente NA MERDA ( não há uma forma simpática de dizer isto) e que precisam da ajuda de todos e acreditem que ao comprar um CD ou uma t shirt cada um de nós poderá ajudar para fazer alguma diferença.

Essa ajuda vai ser imprescindível num futuro mais próximo, mesmo depois de tudo isto acalmar. Vai haver muita gente a passar mal e nós tentaremos assumir a ajuda possível na nossa área de actuação. Se cada um fizer o mesmo tudo poderá ser minimizado.

Aproveitemos este tempo para reflectir e melhorar enquanto seres humanos. Haja musica para nos divertir e bons conteúdos para a criar.

Fica aqui a mensagem, com a qual me identifico plenamente tendo amigos e um familiares ligados à área da luz, som e imagem que estão em casa e que recebiam ao dia ou em regime de recibos verdes e também como ex-editor livreiro, outro sector que funciona muito em regimes de trabalho ao dia e recibos verdes. Pela minha parte por vezes não compro um disco ou uma t-shirt que custa 10€ por não me dar muito jeito, e passada uma semana vou a ver e gastei em Uber Eats dinheiro que dava para 4 discos ou t-shirts e que gastei em porcarias. Menos um par de refeições fast food, mais um par de discos para manter à tona uma das bandas ou editoras que nos agradam.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:00

06
Mai20

Podcast "Uma Só Voz"

por Flávio Gonçalves

O podcast Uma Só Voz já publicou o seu segundo episódio, podem ouvir aqui uma entrevista com o Pedro Bica que além de editor da Das Ruas Para As Ruas é também membro dos Asas da Vingança e dos Kontrattack. Eis o resumo:

Vários temas foram abordados, tais como : actual estado do punk em Portugal, cultura skinhead, Faro no final dos anos 90, o início do FSHC, Kontrattack, Asas da Vingança, os primórdios da cena de Estoi, importância das zines e splits na cultura underground, entre outros assuntos.

O primeiro episódio foi emitido a 25 de Abril e contra com uma entrevista a Ricardo Catarro dos M.E.D.O., para o ouvir podem carregar aqui e o resumo foi este:

Nesta conversa abordamos vários temas como o primeiro contacto do Ricardo com a música, início de M.E.D.O., viagens e outras experiências vividas nestes últimos 20 anos, bandas locais, política, actual situação do hardcore no Algarve, entre outros assuntos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 06:15

05
Mai20

Para evitar que a blogosfera seja composta de ilhas isoladas, principal problema de plataformas como o Blogger e causa da decadência dos blogues na última década desde o triunfo das redes sociais, os blogs do Sapo criaram uma página central que tem sido um verdadeiro salva-vidas e uma mais valia nesta nova era blogosférica onde somos todos ilhas que praticamente não trocam ligações, debates ou sequer polémica e cada um tenta cativar o seu público de modo independente.

Esta plataforma inclui as publicações dos vários blogs em categorias que podem ser consultadas na sua página principal, sucede que se nos outros blogues onde colaborei a opção era extremamente fácil recorrendo às tags Opinião para textos mais analíticos ou políticos, Livros para entradas que tratassem de literatura e Experiências sempre que abordava a gastronomia, num blogue dedicado a sonoridades alternativas como o punk rock e não havendo um tag referente a Música, pelo menos não na página principal, não sei bem onde o encaixar: Experiência? Quotidiano? Criatividade? Todas ou nenhuma destas?

Uma vez que sempre que ouço um single, folheio o folheto de um disco, procuro alguma letra no Google, leio uma entrevista com um músico ou perco uma hora a bisbilhotar os LPs e EPs sinto algo de transcendente, e o punk rock é também, provavelmente acima de tudo, um modo de vida... vou optar por marcar como Experiências as entradas neste blogue, afinal há discos e músicas que me revoltam, outras que me acalmam, entristecem ou até raros casos em que me divertem. Sim, vai mesmo para a categoria das Experiências e quem discorde precisa de passar por um mosh pit num qualquer concerto hardcore.

Foto: Minor Threat ao vivo no Wilson Center em Washington a 4 de Abril de 1981.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:04

05
Mai20

"Das Ruas Para As Ruas" #10

por Flávio Gonçalves

Tinha começado o dia a pensar fazer uma entrada sobre o primeiro single dos Horda, mas afinal o meu mui estimado camarada Pedro Bica acabou de publicar aquele que é já o 10º número da única fanzine nacional dedicada ao submundo skinhead do punk rock: Das Ruas Para As Ruas. Inicialmente publicada em língua portuguesa, actualmente a zine sai apenas em língua inglesa que é, verdade seja dita, o novo esperanto. Podem encomendar a mesma carregando aqui. Este número inclui entrevista aos lisboetas Horda e aos brasileiros Sindicato Oi!, o meu exemplar costuma estar reservado por default.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:35

04
Mai20

Era uma vez em 1986

por Flávio Gonçalves

Em 1986 os Mata-Ratos gravaram o épico hino Vozes da Raiva, faixa que seria mais tarde recuperada e utilizada nas compilações da Drunk Records que em 1994 lançaria o split com o mesmo nome, incluindo as bandas Garotos Podres e Pé De Cabra além dos Mata-Ratos. Os Mata-Ratos foram a minha porta de entrada para o submundo do punk, Oi! e hardcore nos anos 90, embora eu estivesse mais imiscuído no submundo do grunge, black metal e do death metal a verdade é que nas últimas duas décadas tenho ouvido quase exclusivamente punk rock.

Em 2018, notando que havia uma revitalização no que dizia respeito à sonoridade punk e Oi! tanto em Portugal como no Brasil, convenci o director da edição portuguesa do Pravda.ru a lançar uma rúbrica com este mesmo nome, Vozes da Raiva, na qual eu entrevistaria todos os meses uma ou duas bandas lusófonas e em 2019 ou 2020 essas entrevistas seriam publicadas numa antologia de modo independente, ou seja totalmente Do It Yourself. A primeira entrevista foi ao Mao dos Garotos Podres e pode ser consultada aqui.

Infelizmente em algumas conversas de café com alguns amigos que já estavam na cena punk antes de mim não se chegou a consenso se eu estaria a agir bem ao utilizar num projecto jornalístico e editorial a 'marca' Vozes da Raiva, tal podia ser entendido como mero aproveitamento comercial ou, pior, uma vez que tencionava entrevistar bandas que se assumem como anarquistas, socialistas e comunistas, deturpar as compilações originais que eram marcadamente apolíticas.

Quem me conhece pessoalmente já sabe que tenho algum problema em focar-me nas coisas se não estiverem minimamente delineadas e que por norma estou envolvido em meia dúzia de coisas em paralelo, pelo que me deixei desanimar por essa dúvida e embora já tivesse agendado entrevistas com uma dezena de bandas, a única entrevista a concretizar-se foi a com Garotos Podres. Agora, graças ao confinamento e mais algumas conversas via chat optei por criar meramente um blogue pessoal para publicar o que bem me apetecer sobre a música que, hoje precisamente no meu 41º aniversário, ainda me faz vibrar.

Vou aproveitar a minha colaboração na edição portuguesa do Pravda.ru para dar a conhecer e entrevistar as bandas que, passados dois anos, ainda tenham interesse nisso e a ideia de publicar um livro será algo a pensar só depois de realmente já existirem textos e entrevistas, altura na qual tratarei de saber se por parte dos Mata-Ratos e dos ex-proprietários da Drunk Records haverá algum problema em utilizarmos o nome. Deixemos esse problema para quando realmente se colocar, de momento não passo de um mero entusiasta punk, que o vivenciou na primeira pessoa nas ruas de Lisboa há quase duas décadas, e que quer dar a conhecer ao mundo de língua portuguesa as bandas que lhe agradam.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:47


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D